Pessoas próximas ao deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) concordou em ser sua candidata a vice-presidente nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo SBT News. Contudo, a oficialização do acordo ainda aguarda o resultado de uma consulta aos diretórios estaduais da federação que reúne PP e União Brasil.
Segundo as investigações jornalísticas, essa definição representaria uma reviravolta nas articulações eleitorais do Partido Liberal. A legenda enfrenta obstáculos para expandir sua rede de apoios. Além disso, a decisão de Tereza Cristina contrasta com declarações anteriores, nas quais ela afirmava priorizar a disputa pela presidência do Senado na próxima legislatura.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), teria desempenhado um papel central nas negociações. Na última quarta-feira (29), conforme apurado, ele telefonou para o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, com o objetivo de viabilizar a indicação da senadora como vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.
Um dia antes do contato de Tarcísio com Ciro Nogueira, Tereza Cristina esteve em São Paulo. Na capital paulista, ela participou de reuniões com empresários, representantes de federações, confederações e instituições bancárias. Durante esses encontros, segundo fontes, a senadora sinalizou que aceitaria integrar a chapa presidencial, diante das dificuldades do PL em fechar alianças políticas. Ela também condicionou a decisão à aprovação da federação PP-União Brasil.
A expectativa é que Tereza Cristina se encontre com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na segunda-feira (3). A reunião ocorrerá após a conclusão da consulta aos diretórios estaduais.
As articulações aumentaram a pressão sobre Ciro Nogueira. Ele recebeu telefonemas de empresários defendendo a composição. Depois desses contatos, o dirigente do PP iniciou consultas às direções estaduais do partido. Procedimento semelhante foi adotado por Antônio Rueda, presidente do União Brasil.
As maiores resistências à aliança vêm dos diretórios das regiões Norte e Nordeste. Nessas localidades, há o temor de que o apoio a um adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa prejudicar o desempenho das legendas nas eleições estaduais.
Fonte: Brasil 247




















