PROGRAMAS ASSISTENCIAISRevisão de benefícios sociais é adiada e só termina após eleições de 2026

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O calendário de revisão dos benefícios sociais foi estendido e agora só será concluído após o pleito de outubro do próximo ano. Em duas alterações recentes, o governo federal ampliou o prazo para a coleta de biometria e aceitou suspender o bloqueio automático de famílias unipessoais do Bolsa Família que não tenham passado por entrevista domiciliar.

A obrigatoriedade da biometria, que venceria em abril deste ano, foi prorrogada até 31 de dezembro de 2026. A nova data é posterior aos dois turnos das eleições presidenciais, marcados para 4 e 25 de outubro daquele ano.

Já a segunda medida resultou de um acordo entre o Ministério do Desenvolvimento Social, o INSS e a Defensoria Pública, homologado pela Justiça. Pelo pacto, até julho de 2027, a ausência do registro de visita domiciliar não poderá motivar a exclusão de famílias unipessoais do programa. A regularização poderá ser feita em unidades do Cadastro Único.

A revisão em questão previa entrevistas presenciais em 3,33 milhões de cadastros de famílias unipessoais, tanto do Bolsa Família quanto do BPC. Para o exercício de 2026, a União havia reservado cerca de R$ 140 milhões para essa finalidade, mas o montante financiaria apenas 1,69 milhão de encontros — pouco mais da metade do necessário.

O novo cronograma elimina o risco de cortes em massa em plena campanha eleitoral. Na versão anterior, os cancelamentos estavam previstos para agosto, setembro e 8 de outubro, quatro dias após o primeiro turno e antes de uma eventual segunda votação. Algumas suspensões já haviam sido efetuadas quando o acordo foi assinado.

Não há confirmação oficial de que a decisão tenha motivação eleitoral. No entanto, o efeito prático é evitar que beneficiários percam seus repasses às vésperas das urnas. O governo ainda não divulgou dados sobre quantas famílias seguem recebendo sem biometria ou sem visita domiciliar, nem o número de benefícios cancelados antes da mudança. Também não informou o impacto da alteração na economia prevista com o pente-fino.

Fonte: Veja

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