MAIS UMDino autoriza novo inquérito contra Lulinha por tráfico de influência

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sinal verde para que a Polícia Federal (PF) instaure um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão também autoriza a apuração de possíveis vazamentos de conversas privadas de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger.

O novo procedimento investiga a suspeita de que Lulinha tenha usado sua influência para favorecer a contratação da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. pelo governo federal. De acordo com informações do Portal da Transparência, a companhia possui contratos que somam R$ 81 milhões com o poder público, dos quais mais de R$ 46 milhões já foram pagos.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha e também coordena a campanha de Lula em São Paulo, afirmou que a defesa confia na atuação de Dino e respeita suas decisões. Carvalho destacou que o ministro tem autoridade e competência para lidar com o que chamou de “instrumentalização política” de parte da PF. Ele também negou qualquer irregularidade e solicitou que Lulinha seja ouvido formalmente.

Carvalho ainda defendeu a independência do delegado Andrei Rodrigues à frente da instituição, mas alertou para “tentativas de influenciar no processo eleitoral” por parte de alguns investigadores.

Além deste caso, que está sob relatoria de Dino, existem outros dois inquéritos em andamento no STF, conduzidos pelo ministro André Mendonça. O primeiro busca provas sobre possível tráfico de influência de Lulinha junto ao Ministério da Saúde para a aquisição de insumos à base de cannabis. A investigação menciona a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema de fraudes no instituto.

O segundo inquérito apura a relação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. Os investigadores suspeitam que Ribas buscava contratos na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos, além de ter custeado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de acesso privilegiado ao governo.

A apuração revelou que Lulinha e Ribas viajaram juntos em 15 de dezembro de 2024, com destino a Foz do Iguaçu, utilizando o mesmo localizador de passagem. Para a PF, esse indício sugere que o empresário pagou as despesas do filho do presidente.

Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho, Lula afirmou que Lulinha será tratado sem qualquer privilégio, mas ressaltou que o filho é alvo de ataques para “minar” sua reputação política desde a campanha de 2006.

Fonte: Poder360

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