O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF) durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela G4 Educação. Ele classificou como “interferência” política a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações que envolvem Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o parlamentar, o caso seria uma prova de que o chefe do Executivo tenta pressionar a corporação.
No mesmo evento, o presidenciável do PL afirmou que, caso vença a eleição, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele argumentou que seu pai foi alvo de um “julgamento injusto” no Supremo, sem citar decisões específicas. Segundo Flávio, o perdão seria estendido também a todos os que participaram dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
A fala ocorreu em meio ao processo eleitoral de 2026, no qual Flávio disputa a Presidência. Durante a apresentação, ele tentou se distinguir do patriarca, definindo-se como “Bolsonaro vacinado”, em referência ao fato de ser vacinado contra a Covid-19, algo que o pai evitou publicamente.
O evento foi realizado de forma remota, com a participação de outros candidatos: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Lula, que lidera as pesquisas, foi convidado, mas não compareceu. A ausência do petista foi criticada por Flávio, que o acusou de fugir do debate.
Em relação à composição da chapa, o senador anunciou que definirá o nome do vice na quarta-feira (5), em coletiva de imprensa em Brasília. A decisão marca o fim de semanas de expectativa, durante as quais o PL negociou com partidos de centro e direita para ampliar a coligação.
As conversas envolviam legendas como Republicanos e a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP). No entanto, ambas comunicaram que manterão neutralidade na corrida presidencial. Flávio minimizou o revés, afirmando que as principais lideranças dessas siglas apoiarão sua campanha nos estados, mesmo sem aliança formal nacional.
Nos bastidores, circularam nomes para a vice, como a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Esta chegou a aceitar o convite na semana passada, mas recuou depois que o PP declarou neutralidade. Outros partidos, como Podemos, também optaram por não apoiar oficialmente nenhum candidato presidencial.
Apesar das dificuldades, Flávio garantiu que mantém diálogo com líderes estaduais dessas siglas e prometeu anunciar a escolha até o prazo limite para registro de candidaturas, em 15 de agosto. A expectativa é que o nome escolhido agregue força à campanha, especialmente em regiões onde o PL enfrenta resistência.
Fonte: O Sul





















