O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, classificado como de grande perigo, para tempestades que podem afetar 214 municípios do Rio Grande do Sul. O aviso tem validade a partir do meio-dia de quinta-feira (6) até as 7h30 de sexta-feira (7). O órgão monitora a formação de um ciclone bomba, que deve impactar a região Sul do Brasil nos próximos dias.
Nas áreas sob alerta, a previsão indica chuvas superiores a 60 mm por hora ou acumulados acima de 100 mm em 24 horas. Os ventos podem ultrapassar 100 km/h, e há possibilidade de queda de granizo. O Inmet destaca que há grande risco de danos em construções, interrupções no fornecimento de energia elétrica, prejuízos na agricultura, queda de árvores, alagamentos e problemas no transporte rodoviário.
As regiões do Rio Grande do Sul que estão em alerta vermelho incluem o Sudoeste Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste Rio-grandense, Centro Oriental Rio-grandense e Nordeste Rio-grandense.
Além do alerta vermelho, outras cidades dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná permanecem sob alerta laranja, que indica situação de perigo. Para essas áreas, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, com ventos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo. O aviso laranja vale da meia-noite de quinta-feira até as 7h30 de sexta-feira.
No Paraná, as regiões em alerta incluem o Centro Ocidental Paranaense, Noroeste Paranaense, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Sudeste Paranaense, Norte Central Paranaense e Centro-Sul Paranaense. Em Santa Catarina, são afetadas as áreas Serrana, Oeste Catarinense, Vale do Itajaí, Sul Catarinense e Norte Catarinense. No Mato Grosso do Sul, o Sudoeste e o Leste do estado também estão sob aviso.
O ciclone bomba, que está sendo monitorado pelo Inmet, deve começar a se organizar às 9h de quinta-feira, mas a previsão é que o sistema fique mais intenso no sábado (8). Os principais efeitos devem ser sentidos entre os dias 6 e 8 de agosto, com a região Sul do Brasil sendo a mais atingida.
Os impactos esperados incluem chuvas fortes, tempestades, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. A formação do ciclone contribui para o avanço de uma frente fria, o que aumenta a instabilidade atmosférica na região.
A Defesa Civil orienta a população a tomar cuidados durante as tempestades. Entre as recomendações estão: evitar se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas; não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; e, se possível, desligar aparelhos eletrônicos e evitar o uso de equipamentos ligados à tomada durante rajadas de vento ou raios.
Em casos de alagamento, a orientação é não atravessar ruas ou avenidas alagadas, mesmo de carro, pois a correnteza pode arrastar o veículo. Também é recomendado evitar contato com a água, que pode estar contaminada ou carregar objetos perigosos.
O ciclone bomba é um fenômeno que se caracteriza pela rápida intensificação de um ciclone, com queda acentuada da pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo. Essa velocidade de fortalecimento é um dos principais fatores de risco, pois reduz o tempo de preparação para as consequências.
No Brasil, os efeitos mais severos geralmente não são causados diretamente pelo ciclone, que costuma permanecer sobre o oceano, mas sim pelas tempestades que se organizam ao redor do sistema. Essas tempestades podem gerar rajadas de vento muito fortes, granizo e chuvas intensas nas áreas costeiras e continentais.
A população das regiões afetadas deve acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais, como o Inmet e a Defesa Civil, e seguir as orientações de segurança para minimizar os riscos durante o período de tempestades.
Fonte: NSC Total





















