Garantir água disponível durante todo o período de funcionamento das escolas é uma necessidade básica que envolve saúde, higiene, alimentação e a própria continuidade das atividades escolares. Com esse objetivo, cinco vereadores de Guaramirim apresentaram uma indicação propondo a instalação de caixas d’água com capacidade de cinco mil litros em todas as unidades escolares do município, funcionando como uma reserva técnica para situações emergenciais.
A proposta foi apresentada na sessão da Câmara de Vereadores desta quinta-feira (13) por Ademir Hubert (PL), Cristiana Poltronieri Ziehlsdorff (PL), Emerson Flores (PSD), Jocinei Borba (PL) e Marildo Erthal (União Brasil).
Ao justificar a indicação, Ademir Hubert lembrou os avanços registrados no sistema de abastecimento do município e defendeu que o próximo passo seja ampliar a capacidade de armazenamento nos locais de grande circulação de pessoas.
“O ano passado conseguimos avançar na questão de distribuição e produção de água tratada. Agora, o próximo passo é a questão da armazenagem. Para as escolas, uma caixa com cinco mil litros alivia qualquer impacto de um eventual rompimento de uma tubulação, por exemplo”, afirmou.

RESERVA PARA SITUAÇÕES EMERGENCIAIS
A instalação de reservatórios adicionais pode proporcionar maior autonomia às escolas diante de interrupções temporárias no fornecimento.
Problemas em redes e tubulações, manutenção no sistema, falhas na produção ou distribuição de água tratada e até períodos de estiagem são situações que podem afetar momentaneamente o abastecimento de determinadas regiões.
Em uma residência, uma interrupção de algumas horas já provoca transtornos. Em uma escola, onde centenas de crianças, professores e servidores permanecem durante boa parte do dia, as consequências podem ser muito maiores.
A existência de uma reserva técnica permite que a unidade continue dispondo de água enquanto o serviço é normalizado, reduzindo a possibilidade de suspensão das aulas ou de comprometimento das atividades escolares.
ÁGUA É ESSENCIAL PARA O FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS
A necessidade de abastecimento dentro de uma escola vai muito além da água destinada ao consumo dos alunos.
Ela é indispensável para o preparo da alimentação escolar, lavagem de alimentos e utensílios, funcionamento dos banheiros, higienização das mãos, limpeza das salas e demais espaços e para uma série de atividades realizadas diariamente.
Para as crianças, especialmente as menores, a disponibilidade permanente de água também é uma questão diretamente relacionada à saúde e ao bem-estar.
Uma escola sem condições adequadas de abastecimento pode rapidamente enfrentar dificuldades para manter banheiros, cozinhas e demais ambientes funcionando dentro das condições necessárias de higiene.
Por isso, ampliar a capacidade de armazenamento significa também ampliar a segurança de funcionamento dessas unidades.
ESCOLAS CRESCEM E CONSUMO TAMBÉM AUMENTA
Outro aspecto que reforça a importância da indicação é a transformação das próprias escolas ao longo dos anos.
Quando uma unidade escolar é construída, seu sistema hidráulico e os reservatórios normalmente são dimensionados considerando determinada capacidade de atendimento.
Com o passar do tempo, porém, bairros crescem, novas famílias chegam, matrículas aumentam, escolas recebem ampliações, novos turnos são implantados e o número de profissionais também pode crescer.
Nem sempre o sistema de armazenamento de água acompanha essa evolução na mesma proporção.
Uma escola projetada originalmente para receber algumas centenas de estudantes pode, anos depois, atender um número significativamente maior de pessoas mantendo praticamente a mesma capacidade de reservação.
Nesse cenário, aquilo que originalmente era suficiente pode passar a representar uma reserva pequena diante do consumo diário da unidade.
A instalação de caixas adicionais de cinco mil litros poderia corrigir ou pelo menos reduzir esse tipo de defasagem em diversas escolas da rede.

PREVENÇÃO CUSTA MENOS QUE A EMERGÊNCIA
A proposta dos vereadores também trabalha com uma lógica de prevenção.
Quando ocorre uma interrupção inesperada de abastecimento, a administração precisa buscar soluções emergenciais, que podem envolver transporte de água, utilização de caminhões-pipa ou até alteração das atividades escolares.
A existência de reservatórios maiores reduz essa vulnerabilidade.
Isso não significa que cinco mil litros sejam necessariamente suficientes para atender, durante longos períodos, todas as necessidades de qualquer unidade escolar. O consumo varia de acordo com o número de alunos, servidores, turnos, estrutura física e serviços oferecidos.
A indicação, entretanto, estabelece uma reserva mínima adicional que pode representar uma importante margem de segurança.
Uma avaliação técnica de cada escola poderá inclusive identificar situações em que a capacidade necessária seja superior, permitindo ao município dimensionar os reservatórios conforme a realidade de cada unidade.
UMA PROPOSTA IMPORTANTE PARA GUARAMIRIM
Dentro da realidade da rede municipal de ensino, a indicação apresentada pelos cinco vereadores é pertinente porque trata de uma necessidade que normalmente só ganha atenção quando o problema aparece.
Guaramirim é um município em crescimento e esse desenvolvimento também produz aumento da demanda por vagas, ampliação das escolas e maior utilização das estruturas públicas.
Planejar o armazenamento de água levando em consideração não apenas o número atual de estudantes, mas também a possibilidade de crescimento das unidades, significa preparar a rede para o futuro.
A proposta também complementa os investimentos feitos na produção e distribuição de água tratada no município. Não basta ampliar a capacidade de produzir e levar água até os bairros se locais essenciais, como escolas e creches, não tiverem condições adequadas para armazená-la.
A indicação dos vereadores, portanto, apresenta uma medida relativamente simples diante do benefício que pode proporcionar.
Criar reservas técnicas nas escolas significa garantir maior autonomia diante de imprevistos, preservar as condições de higiene e alimentação e, principalmente, assegurar que centenas de crianças não tenham suas atividades prejudicadas por uma interrupção temporária no abastecimento.
Em serviços essenciais, prevenir é sempre melhor do que tentar solucionar a emergência depois que ela acontece.





















