TSE mobiliza 563,9 mil urnas, 439 mil de última geração,
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ELEIÇÕESTSE mobiliza 563,9 mil urnas, 439 mil de última geração, para eleições 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta sexta-feira (4) a conclusão da preparação do maior parque de urnas eletrônicas já visto no país. Para o pleito de outubro, serão mobilizados 563.910 equipamentos, destinados a atender aproximadamente 158,7 milhões de eleitores no Brasil e no exterior.

Do total, 439.468 unidades são dos modelos UE2020 e UE2022, os mais avançados tecnologicamente e com maior velocidade de processamento. Isso representa cerca de 77,9% do contingente, o que indica que quase oito em cada dez urnas utilizadas na votação serão de gerações recentes.

Além dessas, a Justiça Eleitoral manterá em operação 95.065 urnas do modelo UE2015 (16,9%) e 29.377 da versão UE2013 (5,2%). A distribuição desses equipamentos ficará a cargo dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que definirão a alocação conforme as peculiaridades de cada zona eleitoral.

A UE2022, fabricada a partir de 2023, possui características técnicas semelhantes à UE2020, que foi produzida desde 2021. Esta última, por sua vez, ampliou em 18 vezes a capacidade de processamento em relação à sua antecessora, a UE2015, garantindo mais agilidade na coleta dos votos.

O TSE destacou que a logística para levar as urnas a todos os cantos do país envolve uma frota diversificada. Aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), barcos, helicópteros e veículos terrestres serão utilizados no transporte dos equipamentos.

Aproximadamente 500 mil seções eleitorais serão instaladas nos 5.571 municípios brasileiros, sob a coordenação de 2.641 zonas eleitorais. No exterior, haverá 1.310 seções exclusivas para atender os brasileiros que vivem fora do país.

Em um comunicado, o TSE salientou que essa estrutura permitirá que mesmo comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas em regiões remotas recebam as urnas no prazo estipulado pelos calendários oficiais.

A preparação dos equipamentos inclui uma fase de testes rigorosos, que envolvem simulações de votação, carga e lacração das urnas. Esse procedimento visa assegurar o pleno funcionamento dos dispositivos no dia da eleição e garantir a transparência do processo.

O TSE também aproveitou para reafirmar a segurança do sistema eletrônico de votação. Recentemente, a Corte desmentiu conteúdo viral que circulou nas redes sociais alegando que as urnas eletrônicas teriam sido invadidas em todos os ataques simulados durante o Teste Público de Segurança (TPS) de 2025.

A publicação enganosa, que apareceu em um perfil no Instagram no dia 12 de agosto, acumulou mais de 9 mil curtidas, 970 comentários e 1,5 mil compartilhamentos. No texto, afirmava-se que 35 planos de ataque foram realizados e que todos tiveram êxito, o que não corresponde à realidade.

Segundo o TSE, somente 29 dos 35 planos de ataque previstos foram efetivamente executados pelos especialistas independentes que participaram do TPS. Desses, quatro relatórios identificaram achados técnicos que, segundo a Corte, foram devidamente corrigidos antes do pleito.

Em nota, o tribunal esclareceu que as vulnerabilidades encontradas não comprometeram o sigilo, a integridade ou o resultado das eleições. “É enganoso afirmar que as urnas foram invadidas”, reforçou a instituição, que destacou ainda a auditabilidade do processo como um todo.

O TPS é um evento público que ocorre em um ambiente controlado e tem como objetivo permitir que pesquisadores procurem possíveis brechas de segurança. As sugestões apresentadas durante o teste são avaliadas e utilizadas para aprimorar o sistema antes de cada votação.

A Justiça Eleitoral aproveitou para lembrar os cargos que estarão em disputa neste ano: presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, duas vagas de senador por estado, deputado federal, deputado estadual (ou distrital, no Distrito Federal).

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para os cargos executivos será realizado em 25 de outubro. Os eleitores devem comparecer às seções portando documento oficial com foto para se identificar.

Com essa estrutura recorde, o TSE espera proporcionar um pleito rápido e confiável. A entidade reiterou que está preparada para substituir qualquer urna em caso de pane, seguindo um protocolo que envolve reinicialização do equipamento ou troca por uma unidade de contingência, sem perda de dados.

Além disso, a Corte destacou que os procedimentos de carga e lacração das urnas estão em andamento, dentro do cronograma previsto no calendário eleitoral, para que todos os equipamentos estejam prontos até o dia da votação.

Fonte: NSC Total

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