Uma mobilização online em defesa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu a marca de mais de 500 mil assinaturas nesta quarta-feira, 16. O abaixo-assinado foi criado em meio à turbulência interna na Corte, deflagrada pela divulgação de mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que indicam uma suposta ligação entre ele e o ministro Alexandre de Moraes.
O caso estava sob relatoria de Mendonça até que o presidente do STF, Edson Fachin, avocou para si a condução do processo. A decisão de Fachin ocorreu em meio à repercussão das mensagens e gerou reações dentro e fora do tribunal.
O texto da petição, disponível em um site de coleta de assinaturas, declara que os signatários expressam apoio pessoal, voluntário e pacífico ao ministro André Mendonça, além de reafirmarem o compromisso com o Estado Democrático de Direito, a independência do Judiciário e o respeito às instituições previstas na Constituição.
Até o fechamento desta reportagem, o endereço eletrônico contabilizava 510.990 adesões, com a meta de alcançar um milhão. A maior concentração de apoiadores está em São Paulo, com 153.082 assinaturas. O site não identifica os organizadores da iniciativa, mas exibe propaganda de um livro intitulado “Vozes que despertaram o Brasil”, cuja capa traz imagens de Jair Bolsonaro, Enéas Carneiro e Olavo de Carvalho.
A crise no STF teve seu ápice na terça-feira, 15, quando o plenário analisou a possibilidade de instaurar investigação contra Alexandre de Moraes. A sessão foi marcada por acusações mútuas e troca de farpas entre os ministros, levando à suspensão do julgamento com placar de 4 a 3. O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a análise.
Como o regimento interno permite um prazo de até 90 dias para devolução do pedido de vista, contados a partir da publicação da ata da sessão, a retomada do caso deve ocorrer somente após as eleições. Considerando o recesso forense de fim de ano, se Dino utilizar todo o período a que tem direito, a conclusão do julgamento pode ficar para 2027.
Fonte: Veja





















