CHOCOLATEBotafogo sofre goleada histórica de 6 a 1 para o Cienciano na Sul-Americana

publicidade

O Botafogo viveu uma noite para esquecer nesta quinta-feira (13), ao ser goleado por 6 a 1 pelo Cienciano, no Estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco, no Peru. O resultado pela partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana deixou a equipe carioca em situação delicadíssima na competição continental.

O confronto de volta está marcado para a próxima quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Para avançar de fase sem a necessidade de pênaltis, o Glorioso precisa triunfar por uma diferença de seis gols. Qualquer vitória por cinco gols leva a decisão para os tiros da marca do cal, enquanto resultados menores ou um novo revés decretam a eliminação.

Antes de pensar na Sul-Americana, o time de Franclim Carvalho terá outro compromisso importante: no domingo (16), encara o Vitória, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, em busca de recuperação na tabela.

A atuação da equipe brasileira foi amplamente dominada pelos donos da casa, que não encontraram dificuldade para superar a defesa alvinegra. Com uma postura tática questionável e muitos espaços cedidos pelos lados, o Botafogo viu o adversário abrir 3 a 0 ainda no primeiro tempo, com dois gols de Succar e um de Bandiera. Martinich ainda ampliou antes do intervalo, acertando um chute de longa distância no ângulo de Warleson.

Na volta para a etapa complementar, Matheus Martins descontou com um golaço de falta, dando esperança de reação. No entanto, a equipe peruana continuou criando oportunidades e voltou a marcar por meio de Bandiera. Succar, novamente, fechou a goleada nos minutos finais.

Um episódio marcante da partida foi a validação do segundo gol do Cienciano, após lance polêmico. Bandiera escorou de braço, mas o árbitro equatoriano Augusto Aragon, após consultar o VAR, confirmou o tento. O jogo ficou paralisado por aproximadamente sete minutos enquanto os jogadores alvinegros reclamavam. Outro lance contestado foi o gol anulado de Edenilson no fim da partida.

O técnico Franclim Carvalho foi duramente criticado pela postura da equipe, desde a escalação inicial até as mudanças tardias durante o confronto. A equipe demonstrou desorganização tática, erros individuais e falta de reação diante de um adversário que, embora inferior em investimento, foi superior taticamente e fisicamente.

O camisa 19 do Cienciano, Succar, foi o grande nome da noite, com três gols decisivos que encaminharam o resultado histórico. A torcida botafoguense, que esperava uma classificação tranquila, agora terá de acreditar em um improvável milagre no jogo de volta.

Ficha técnica: Cienciano (técnico Horacio Melgarejo) escalou Espinoza, Cabello, Amondarain, Becerra e Martinich; Barreto, Romagnoli e Hohberg; Souza, Bandiera e Succar. O Botafogo (técnico Franclim Carvalho) formou com Warleson, Mateo Ponte, Ferraresi, Justino e Marçal; Huguinho, Danilo, Medina e Montoro; Matheus Martins e Kadir. O árbitro foi Augusto Aragon, com auxílio de Christian Lescano e Mauricio Lozada; VAR de Franklin Congo.

Os gols do Cienciano saíram aos 17 e 29 minutos da primeira etapa e aos 32 da segunda, com Succar; Bandiera aos 19 do primeiro e 16 do segundo; e Martinich aos 34 do primeiro. Matheus Martins descontou aos 3 do segundo para o Botafogo. Foram aplicados cartões amarelos para Robles, do time peruano, e Justino, do brasileiro.

O resultado negativo entra para a história como uma das maiores goleadas sofridas pelo Botafogo em competições internacionais, acendendo um alerta enorme para o restante da temporada. A equipe precisa encontrar soluções rápidas para não ver sua temporada desmoronar por completo.

Fonte: Lance

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade