SAÚDEAleitamento materno faz diferença para toda a vida do recém-nascido

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A sessão plenária desta quarta-feira (12) foi marcada pela presença do médico pediatra Cecim El Achkar, que abordou o Agosto Dourado, iniciativa reconhecida pela Lei 16.906/2016 como o mês de incentivo ao aleitamento materno. Conhecido como Tio Cecim, ele preside a Associação Brasileira da Amamentação e, desde 2014, mantém uma parceria sólida com o Parlamento catarinense, onde em abril deste ano foi realizado o 8º Congresso do Aleitamento Materno, que reuniu grande número de participantes, incluindo pediatras, profissionais de saúde e mães de recém-nascidos.

O médico defende a criação de uma rede de apoio para mães em situação de vulnerabilidade, “como já existe em vários países”, na qual uma profissional experiente auxilia a mulher que amamenta a organizar sua rotina por um período mínimo de 40 dias. Esse suporte é essencial para que a mãe possa desempenhar uma função vital para a saúde futura de seu filho.

Cecim entende que a mãe da atualidade é uma mulher com muita atividade social, vida acadêmica e trabalho, e que em determinado momento tem sua rotina alterada pela maternidade, “bem diferente das mães do século passado, que foram moldadas como esposas e donas de casa”. Por isso, ele apregoa que a mãe que amamenta precisa de uma rede de apoio, contando com a ajuda do pai do bebê, avós, padrinhos, uma consultora sobre amamentação e também do pediatra, que para ele passa a ser o quarto elemento da família.

“A amamentação exige ao menos 40 dias de dedicação exclusiva e muito descanso. É uma atividade física de alta performance, como maratona a cada dia”, explica o pediatra. Para ele, “crianças amamentadas terão menos dificuldades e mais facilidades para enfrentar suas dificuldades”. Ele afirma que o aleitamento faz diferença significativa mesmo para crianças com problemas neurológicos. As vantagens não se restringem à alimentação e têm reflexos para os vínculos emocionais e um futuro mais saudável.

Tio Cecim também defende a amamentação como forma de o bebê superar o que chama de “luto dos três meses”, quando usualmente o recém-nascido passa por um período em que costuma chorar mais, o que sempre foi atribuído às cólicas. “Eu sempre defendi que é uma fase em que o bebê vive o luto pelo distanciamento do útero materno, onde vivia numa zona de absoluto conforto”.

“Por isso a importância de a mãe acalentar, conversar com seu bebê, para confortá-lo, especialmente durante a amamentação”, explica o pediatra, que recomenda o total distanciamento do telefone celular durante esses momentos únicos da maternidade. “Quando um bebê nasce, ele sai do paraíso, sofre um trauma ao deixar o útero materno, por ter que vestir roupas, mudar a rotina. Daí a importância do aleitamento, do aconchego, da relação olho no olho entre mãe e filho”.

A rotina da amamentação deve se estender pelo período que for possível na rotina moderna, mas é recomendada ao menos por seis meses, e poderá se estender por até dois anos.

Fonte: Assembleia SC

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