O Banco Central anunciou, na noite de quarta-feira, mais uma redução na taxa básica de juros, que passa de 14,25% para 14% ao ano. A medida mantém o país em um seleto grupo de nações que ainda conseguem afrouxar a política monetária, mesmo diante das pressões inflacionárias globais provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Mesmo com o corte, o Brasil subiu uma posição no ranking das maiores taxas de juros do mundo entre as 40 principais economias. O país, que estava em quarto lugar em junho, agora ocupa a terceira colocação, empatado com a Rússia, cuja taxa também é de 14%. Esse movimento ocorreu porque os russos reduziram seus juros na mesma proporção, enquanto os brasileiros mantiveram a trajetória de queda.
O levantamento foi realizado pelo economista Jason Vieira, do grupo Lev e coordenador do portal Moneyou, e considera as taxas nominais de cada país. Apenas dois países possuem juros mais elevados que os do Brasil e da Rússia: a Argentina, com 29% ao ano, e a Turquia, que, após um período de forte interferência governamental no banco central, reduziu sua taxa para 37%.
A lista completa inclui, além dos quatro primeiros, países como México, Colômbia, África do Sul e Indonésia, entre outros, com taxas que variam entre 10% e 14%. O ranking é atualizado constantemente e reflete as decisões de política monetária de cada país diante do cenário econômico global.
Fonte: Veja





















