A Caixa Econômica Federal vai depositar, até o fim de agosto de 2026, os lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao ano de 2025. O montante total a ser distribuído entre os trabalhadores deve superar R$ 13,2 bilhões, valor maior que o de 2024, quando R$ 12,9 bilhões foram divididos em mais de 134 milhões de contas.
Nesta terça-feira (21), o grupo técnico de apoio ao Conselho Curador do FGTS se reúne para definir o percentual exato dos lucros que será repartido. A proposta será analisada em reunião do Conselho no dia 28 de julho. Em 2025, o fundo registrou lucro total de R$ 14,7 bilhões, o que indica que a parcela distribuída pode chegar a mais de 90% desse valor.
A distribuição deste ano deve garantir ao trabalhador um rendimento superior à inflação medida pelo IPCA, que ficou em 4,26% no período. Além disso, a decisão atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que obriga o FGTS a corrigir o saldo das contas por índice não inferior à inflação.
O valor é creditado automaticamente nas contas vinculadas ao FGTS, sem necessidade de solicitação por parte do trabalhador. Para ter direito ao lucro, é preciso ter saldo em conta ativa do FGTS em 31 de dezembro de 2025.
Apesar de o crédito ser automático, o dinheiro não pode ser sacado livremente. Ele fica incorporado ao saldo da conta e só poderá ser movimentado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves ou falecimento do trabalhador.
O prazo máximo para o depósito é 31 de agosto de 2026. Contudo, o Conselho Curador pode autorizar a antecipação do pagamento, o que poderia fazer com que os valores sejam creditados ainda em julho.
Os trabalhadores podem consultar o saldo do FGTS pelo aplicativo FGTS (disponível para Android e iOS) ou nas agências da Caixa. No aplicativo, é necessário baixar a ferramenta, criar uma senha no primeiro acesso e informar o CPF. Em seguida, aparecem as empresas com as quais o trabalhador tem vínculo e o saldo atual no topo da tela.
Em 2024, a distribuição de lucros beneficiou mais de 134 milhões de contas, com valor total de R$ 12,9 bilhões. A expectativa para este ano é que o número de contas contempladas seja semelhante ou ligeiramente superior, uma vez que o montante a ser repartido é maior.
A definição do percentual exato ocorrerá após análise técnica dos resultados financeiros do FGTS em 2025. O Conselho Curador, formado por representantes do governo, trabalhadores e empregadores, é o órgão responsável por aprovar a proposta de distribuição.
Com a correção determinada pelo STF, o FGTS passou a garantir que o saldo das contas não seja corrigido por índice inferior à inflação, o que assegura ganho real ao trabalhador. A decisão foi tomada em 2024 e já está sendo aplicada nos cálculos de distribuição de lucros.
Fonte: NSC Total


















