Uma pesquisa do Instituto Mapa encomendada pela Jovem Pan News e divulgada nesta quinta-feira (23) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a corrida presidencial em Santa Catarina. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).
No cenário estimulado, Flávio Bolsonaro aparece com 51,1% das intenções de voto. O resultado mantém o parlamentar dentro da margem de estabilidade observada em sondagens anteriores. Em março, ele registrava 53,5%, enquanto em junho o índice era de 50%.
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou queda na preferência do eleitorado catarinense. O petista passou de 21,1% para 17,7% das intenções de voto no último mês.
Lula também lidera o índice de rejeição entre os candidatos pesquisados. Seis em cada dez eleitores afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 24,8%.
A pesquisa ouviu 1.008 eleitores em 88 municípios catarinenses entre os dias 17 e 22 de julho. A margem de erro máxima é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 5,4% das intenções de voto. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 5,1%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3,7%.
Os votos brancos e nulos somam 6,9%, e 10,1% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram.
O levantamento mostra que, na comparação com o mês anterior, Flávio Bolsonaro oscilou positivamente de 50% para 51,1%. Já Lula caiu de 21,1% para 17,7%.
A queda do petista ocorre após sua visita a Santa Catarina em 26 de junho, quando fez declarações polêmicas sobre o governador Jorginho Mello (PL) e o eleitorado local.
Durante discurso em Itajaí, Lula afirmou que o desenvolvimento do estado poderia levar parte da população a se sentir superior a outras regiões e fez uma comparação com a ideia de "hegemonia branca". Ele disse: "Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou".
A referência ao líder nazista gerou críticas de adversários políticos e do governo estadual. O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação no TSE alegando discurso de ódio contra os catarinenses.
Fonte: ND+





















