CONTESTAÇÃOFlávio Bolsonaro nega irregularidades em notas fiscais para empresas de Vorcaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (22/7) para rebater reportagem que apontou a emissão de notas fiscais de seu escritório de advocacia para empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No registro, o parlamentar classificou a matéria como criminosa e reiterou que sua atuação profissional foi totalmente lícita.

De acordo com a investigação veiculada pela coluna, o escritório de Flávio emitiu em 7 de abril de 2025 duas notas fiscais de R$ 500 mil cada em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada usada por Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões. Ambas foram canceladas logo após a emissão.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez para a Contábil Correa, empresa que tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, o mesmo diretor da Copenhagen. Esse documento não foi cancelado, conforme os registros obtidos.

No vídeo publicado no Instagram, Flávio afirmou que prestou serviços advocatícios a uma empresa de forma contratual e que tudo foi feito dentro da legalidade. Ele sustenta que se recusou a trabalhar para a Copenhagen e, por isso, cancelou as duas primeiras notas. A declaração contradiz o fato de que as notas foram emitidas antes do cancelamento, indicando que houve uma contratação inicial.

O senador não explicou por que emitiu as notas se não aceitou o serviço, limitando-se a dizer que a relação foi completamente privada e legal. Ele criticou a reportagem por supostamente tentar criminalizar a advocacia.

Rogério Lourenço Novo, contador que aparece como único diretor da Copenhagen na Receita Federal, também consta como sócio único da Contábil Correa e como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa ligada a Vorcaro. A revelação amplia a teia de relações entre o senador e o empresário, além do que já era conhecido na crise do fundo Dark Horse.

Até então, sabia-se que Flávio havia obtido recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, os novos documentos sugerem que a conexão financeira pode ser mais ampla.

A Copenhagen foi criada em novembro de 2024 com capital social de apenas R$ 40 e rapidamente se tornou uma das dez empresas que mais receberam dinheiro do Banco Master. No papel, a empresa pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM, que está sob investigação da Polícia Federal por suspeita de movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O dinheiro que passou pela Copenhagen teria sido usado para pagamentos a diversas pessoas, mas Flávio insiste que não fez parte desse esquema. A origem e o destino dos R$ 58 milhões continuam sendo alvo de apuração pelas autoridades.

Fonte: Metrópoles

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