O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, manifestou-se publicamente pela primeira vez após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o arquivamento do inquérito que o investigava por supostos atos antidemocráticos. A declaração foi concedida ao portal ND Mais, na qual Hang expressou alívio e confiança na Justiça.
“Estamos felizes que a justiça foi feita. Sempre estive com a consciência tranquila, pois sei que nada de errado foi feito e que essa verdade uma hora iria aparecer”, afirmou o empresário em tom de comemoração.
O inquérito apurava a possível participação de Hang em manifestações que pediam intervenção militar e no bloqueio de rodovias após as eleições presidenciais de 2022. A decisão de Moraes foi proferida na última quinta-feira (6) e atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) examinou a ocorrência de uma concentração de manifestantes em frente a uma filial da Havan localizada às margens da BR-470, em Rio do Sul, Santa Catarina, em 3 de novembro de 2022. A perícia, no entanto, não localizou evidências de que Hang ou qualquer integrante da empresa tenha incentivado a reunião ou oferecido suporte material, como alimentação, transporte ou financiamento, ao grupo.
O relatório final da PF concluiu pela inexistência de provas que ligassem o empresário aos atos investigados. Diante disso, a PGR opinou pelo arquivamento, o que foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que encerrou o processo sem atribuir qualquer responsabilidade a Luciano Hang.
A investigação também coletou depoimentos de executivos da Havan, incluindo o diretor-presidente e a gerente da unidade catarinense, além de testemunhas que estavam no local. Todas as informações foram reunidas e analisadas, mas nada indicou envolvimento deliberado de Hang nas manifestações.
Na decisão, Moraes destacou que, de acordo com a legislação processual penal, o caso poderá ser reaberto se novas provas surgirem no futuro. Caso contrário, o arquivamento permanecerá definitivo, colocando um ponto final na investigação contra o empresário.
A defesa de Luciano Hang sempre sustentou que ele era alvo de acusações infundadas, baseadas em suposições e não em fatos concretos. Com o arquivamento, o empresário vê-se livre de qualquer restrição judicial, incluindo a liberação de suas redes sociais, que haviam sido bloqueadas durante o andamento do processo.
A decisão do STF põe fim a um capítulo jurídico que se arrastava desde o final de 2022, quando Hang foi incluído na lista de investigados por supostamente ter incentivado atos contra a democracia. Agora, com o arquivamento, o empresário retoma sua rotina normal, sem responder a nenhum processo relacionado a esses eventos.
Fonte: ND+



















