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POLÍTICAMerisio rejeita privatizar Casan e Celesc e defende serviços públicos eficientes

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Em sabatina realizada nesta quarta-feira (19) pela NDTV RECORD, Gelson Merisio, do PSB, candidato ao governo de Santa Catarina, descartou a possibilidade de privatizar a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Para ele, essas empresas devem permanecer sob controle do Estado, mas com gestão mais eficiente.

O ex-deputado estadual, que presidiu a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e atuou no parlamento entre 2005 e 2019, admitiu que já foi favorável à venda dessas estatais, especialmente quando apoiava Jair Bolsonaro. No entanto, afirmou ter revisto suas convicções ao observar experiências recentes de desestatização, como a da Eletrobras, que classificou como uma tragédia para a regulação do setor elétrico.

“Se fosse em 2018, talvez eu tivesse uma posição diferente. E não é porque agora estou no campo de esquerda”, justificou Merisio. Ele explicou que o caso da Eletrobras o impactou profundamente, pois o poder público perdeu capacidade de interferir no mercado, o que, em sua avaliação, prejudicou a mediação entre oferta e demanda de energia.

O candidato defende que o Estado deve atuar como regulador e, para isso, precisa ter ferramentas para controlar preços e assegurar a qualidade dos serviços prestados à população. Nesse sentido, a Casan e a Celesc seriam instrumentos essenciais, que hoje não representam um peso para as finanças públicas catarinenses.

“Como um regulador de mercado, nada impede que tenhamos outras empresas privadas que atuem em qualquer segmento, mas o Estado tem que ter uma ferramenta de regulação de mercado, de preços e de serviços”, afirmou. Ele ressaltou que a privatização dessas companhias não está nos seus planos de governo.

Para melhorar o atendimento e a infraestrutura de água e energia, Merisio diz que é necessário um alinhamento mais efetivo entre o governo estadual e o governo federal. Ele acredita que essa articulação é fundamental para superar as defasagens atuais do setor e garantir investimentos.

“Nós temos uma profunda defasagem desse alinhamento público, mas não pode se atribuir só à Casan, tem que ser uma política pública do governo do estado e do governo federal”, declarou. O socialista destacou que uma boa relação entre as esferas de poder é indispensável para que as estatais prestem um serviço de qualidade.

Merisio é o terceiro entrevistado na série de sabatinas promovidas pelo Grupo ND. A chapa dele tem como vice Angela Albino, do PDT, ex-deputada federal e estadual. O número de urna dos candidatos é o 40.

A sabatina integra o projeto Voto+, que engloba diversos veículos de comunicação, como NDTV RECORD, ND Mais, Jornal ND, rádios e redes sociais. O objetivo é apresentar as propostas dos candidatos ao eleitorado catarinense com transparência e isonomia.

Na segunda-feira (17), a vez foi de Jorginho Mello, do PL, e, na terça-feira (18), de João Rodrigues, do PSD. Nesta quinta-feira (20), será a vez de Ralf Zimmer, do PRD/Solidariedade, encerrando o primeiro ciclo de entrevistas.

Uma segunda rodada de sabatinas está marcada para setembro, quando os quatro candidatos serão novamente convidados a discutir suas plataformas, em ordem invertida. A iniciativa visa dar oportunidade ao eleitor de conhecer detalhadamente quem disputa o comando do estado.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença dos representantes dos partidos, garantindo que todos tenham o mesmo espaço e tratamento nas sabatinas. O calendário completo foi divulgado para que a população possa acompanhar.

Fonte: ND+

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