Uma pesquisa encomendada pelo Partido Liberal (PL) está norteando as estratégias da campanha do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. O estudo revela um alto índice de migração de votos de outros postulantes de direita para ele em um eventual segundo turno com o atual presidente, Lula (PT).
De acordo com os números, 89% dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO) declararam que votariam automaticamente em Flávio caso ele enfrente Lula na etapa final. Já entre os apoiadores de Renan Santos (Missão), a taxa de transferência é menor, de 64%.
O resultado referente a Renan Santos causou surpresa nos bastidores, pois o candidato é associado a pautas conservadoras. Assessores de Flávio, no entanto, acreditam que Santos concentra um eleitorado mais jovem e fortemente conectado às redes sociais, segmento que a campanha precisa conquistar e onde deseja ampliar sua atuação.
Além dos jovens, o público feminino e o religioso também são alvos prioritários na disputa pelo Palácio do Planalto. A equipe de Flávio reconhece que precisa trabalhar esses grupos para consolidar a vantagem em um possível segundo turno.
Embora a campanha oficial para o primeiro turno ainda não tenha começado, aliados afirmam que o senador já está firme na corrida eleitoral. Por isso, os planejamentos para a etapa final já estão em andamento, incluindo estratégias para reverter a recente queda nas intenções de voto.
Nos bastidores, integrantes da campanha minimizam os impactos das crises recentes. Segundo eles, todos os levantamentos feitos após os episódios negativos mostraram reduções dentro da margem de erro, o que mantém o otimismo para um confronto direto com Lula.
Na última sexta-feira, o Datafolha indicou Lula com 40% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Caiado aparece com 4%, enquanto Zema e Renan Santos têm 3% cada, todos tecnicamente empatados pela margem de erro de dois pontos percentuais.
Fonte: Jovem Pan




















