O porta-aviões USS George Washington alcançou o Oriente Médio na quarta-feira (19), em movimento que confirma a troca planejada com o USS Abraham Lincoln, que permanece em águas da região há meses. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Segundo comunicado oficial, o grupo de ataque liderado pelo George Washington já está operando na área de responsabilidade do CENTCOM, após ter chegado ao teatro de operações na véspera. A publicação, feita na plataforma X, destaca que a missão faz parte de um cronograma estabelecido previamente.
O Lincoln, que deveria ter sido substituído anteriormente, continua no mar em uma missão prolongada que gerou preocupações crescentes. O desgaste físico e emocional da tripulação tornou-se motivo de alerta entre legisladores e familiares dos militares, após relatos de problemas de saúde mental e condições adversas a bordo.
No início de agosto, um marinheiro do Abraham Lincoln foi resgatado após cair no mar, conforme apuraram três autoridades americanas. O incidente intensificou as críticas sobre o ritmo das operações e o bem-estar dos cerca de 5 mil tripulantes, que enfrentam a mais longa implantação já registrada para um porta-aviões em serviço.
Antes de chegar ao Oriente Médio, o George Washington fez uma escala no Vietnã em 5 de agosto, confirmando que a troca já estava nos planos do Pentágono. A movimentação, no entanto, deixa os Estados Unidos temporariamente sem porta-aviões no Pacífico, região de crescente tensão estratégica.
A Marinha americana não divulgou detalhes sobre a data exata em que o Lincoln iniciará seu retorno à base, nem sobre as medidas que serão adotadas para aliviar o estresse da tripulação. Especialistas apontam que o deslocamento dos grupos de ataque é parte de uma resposta às ameaças iranianas, mas o custo humano da missão tem sido alvo de debates no Congresso.
Fonte: CNN Brasil





















