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GEOPOLÍTICATrump nega negociações com Irã para encerrar conflito

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta terça-feira, 18, a existência de qualquer diálogo ou planejamento de conversas com o Irã com o objetivo de encerrar o confronto em curso. A declaração foi publicada em sua rede social, Truth Social, e contradiz informações divulgadas por integrantes de seu próprio governo sobre supostos contatos com autoridades iranianas.

Na mensagem, Trump afirmou que não há negociações em andamento ou agendadas com a República Islâmica do Irã. Ele também reforçou que o bloqueio naval permanece ativo e que o Estreito de Ormuz segue aberto e operacional, mencionando ainda a remoção ou neutralização de todas as minas marítimas da região.

Entretanto, na segunda-feira, 17, Jared Kushner, genro do presidente e um de seus conselheiros próximos, declarou à Fox News que as tratativas entre Washington e Teerã estavam mais avançadas do que em qualquer outro período. A fala de Kushner sugere um cenário diferente do apresentado por Trump, indicando possíveis articulações nos bastidores.

O avanço nas conversas de paz e a retomada do tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz foram interrompidos, segundo fontes. Esse impasse ameaça prolongar o conflito que teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, gerando uma crise regional de grandes proporções.

O Irã, por sua vez, condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de exigências por parte dos americanos. Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador iraniano, afirmou que a via marítima continuará fechada até que os EUA honrem os termos de um acordo provisório assinado em junho. Trump, no entanto, declarou na segunda-feira que não tinha a intenção de prorrogar esse entendimento.

Entre as demandas de Teerã estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções ao setor petrolífero, a liberação de ativos congelados do país e a cessação de ameaças e operações militares em todas as frentes. Tais condições não foram aceitas integralmente pelos Estados Unidos, o que mantém o impasse.

Dados da consultoria Kpler apontam que, entre sexta-feira e domingo, apenas 28 embarcações conseguiram cruzar o Estreito de Ormuz. Antes do início da guerra, em fevereiro, a média diária era de 130 navios, conforme registros do Congressional Research Service, órgão de pesquisa do Congresso americano.

Um alto funcionário iraniano, em declaração à Reuters na segunda-feira, indicou que o país adotará uma postura “totalmente ofensiva”, já que as negociações para um cessar-fogo definitivo chegaram a um ponto morto. A fala acende alerta para uma possível escalada militar na região, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos do conflito.

Fonte: Revista Oeste

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