TRANSPARÊNCIATSE convoca diplomatas para apresentar urnas e nega vistos a americanos

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O Tribunal Superior Eleitoral agendou para 17 de agosto um encontro com todos os embaixadores acreditados no Brasil, com o objetivo de detalhar o funcionamento do sistema de votação eletrônica. Em comunicado oficial, a corte classificou a urna eletrônica como um patrimônio nacional e afirmou que sua defesa será tema central da reunião, a ser conduzida pelo presidente do órgão, ministro Kássio Nunes Marques.

A iniciativa ocorre após a Embaixada dos Estados Unidos procurar o setor internacional do TSE para tratar de uma possível visita de representantes do governo americano. O encontro, no entanto, não foi viabilizado devido ao recesso do Judiciário, conforme informou a corte. O teor da pauta solicitada pelos norte-americanos não foi revelado.

No âmbito da observação eleitoral, a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, o Parlamento do Mercosul, o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Órgãos de Justiça Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa já aceitaram compor a Missão de Observadores Eleitorais para o pleito de outubro. Convites também foram enviados à União Africana e à Liga Árabe.

Em 16 de junho, o presidente Jair Bolsonaro já havia se reunido com 25 embaixadores para apresentar o sistema eletrônico de votação brasileiro. Naquela ocasião, ele respondeu a questionamentos sobre a segurança das urnas.

Na última sexta-feira, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do governo dos Estados Unidos que pretendiam vir ao Brasil para discutir liberdade de expressão no contexto eleitoral. Trata-se de Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, ambos lotados no Departamento de Estado chefiado por Marco Rubio.

A decisão do Itamaraty baseou-se na avaliação de que o pedido de visto ocorreu em um momento em que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) colocava em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas, inclusive em evento com diplomatas. Internamente, considerou-se que a visita poderia ser instrumentalizada no período pré-eleitoral, configurando risco à neutralidade do processo.

Fonte: O GLOBO

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