Uma mulher com cidadania canadense e origem chinesa foi detida na Bélgica sob alegações de atuar como espiã em uma área sensível da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ela trabalhava como estagiária na sede militar da aliança, localizada em território belga, o que acionou alarmes de segurança no núcleo estratégico da entidade transatlântica.
O Ministério Público Federal da Bélgica divulgou neste sábado (25/7) um comunicado confirmando a prisão da investigada. De acordo com as autoridades judiciais belgas, ela é suspeita de praticar espionagem em benefício de uma nação não revelada e também de integrar uma organização criminosa.
A estagiária desempenhava suas funções no Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (Shape), situado em Mons. Esse local é considerado o centro operacional da aliança composta por 32 países, sendo encarregado do planejamento e da execução de todas as missões e operações militares do grupo.
O processo investigativo começou dentro do próprio complexo da Otan, quando ações da estagiária chamaram a atenção dos responsáveis pela segurança do Shape. Após detectarem indícios suspeitos, os agentes comunicaram os serviços de inteligência belgas, que assumiram a frente do caso.
Com o monitoramento em andamento, investigadores federais realizaram mandados de busca e apreensão tanto na moradia da suspeita quanto em seu local de trabalho dentro do quartel. A prisão preventiva da canadense ocorreu na sexta-feira, gerando consequências diplomáticas e policiais.
Apesar da seriedade das acusações, a cúpula militar da Otan tratou de minimizar possíveis prejuízos às operações da aliança. Um representante do Shape assegurou que a capacidade operacional, as redes de comando e controle e os fluxos de trabalho permanecem plenamente preservados e sem qualquer interrupção. Até o momento, a promotoria belga e o comando do Shape mantêm sigilo sobre a identidade da investigada e o país favorecido pelo possível vazamento de informações. As autoridades afirmaram que não divulgarão novas declarações públicas enquanto as investigações policiais e periciais estiverem em andamento.
Fonte: Metrópoles




















