Um forte terremoto de magnitude 7,1 sacudiu o Japão nesta terça-feira, com epicentro próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, região sul do arquipélago. O tremor ocorreu a apenas 10 km de profundidade, considerado muito raso, e foi seguido por quatro réplicas de magnitudes entre 4,4 e 5,6.
Autoridades locais confirmaram que ao menos 50 pessoas foram hospitalizadas, segundo a emissora pública NHK. A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que ainda não há um balanço oficial de feridos, mas que a extensão dos danos está sendo avaliada. Ela destacou que há registros de cortes de energia, incêndios, estradas danificadas e edifícios desabados.
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu um alerta de tsunami com ondas de até 1 metro de altura. O aviso foi cancelado cerca de duas horas depois, tanto pela JMA quanto por autoridades dos Estados Unidos. A primeira-ministra orientou a população a se afastar das áreas costeiras.
Imagens aéreas mostram o shopping Aeon Mall, em Kashima, parcialmente destruído. Durante o tremor, uma explosão foi ouvida no local, e há relatos de múltiplas mortes e pessoas soterradas sob os escombros, segundo autoridades e a mídia japonesa.
O governo japonês montou uma força-tarefa de emergência para coordenar o resgate e a resposta aos danos, em parceria com as administrações locais. Alertas de emergência foram emitidos para sete prefeituras de Kyushu: Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. Milhares de residências ficaram sem energia elétrica.
A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu todos os seus serviços, incluindo os trens-bala Shinkansen. O jornal Nikkei informou que passageiros dentro de um trem-bala no momento do terremoto sofreram ferimentos.
O órgão regulador nuclear do Japão afirmou que nenhuma anormalidade foi detectada nas usinas nucleares da região. As instalações operam dentro da normalidade.
O tremor foi tão intenso que foi sentido na Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores na cidade de Incheon, vizinha a Seul, conforme a agência sul-coreana Yonhap.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico dos EUA informou que o alerta não representou ameaça ao Havaí ou à Samoa Americana.
O Japão está situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica. O país é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo, com tremores ocorrendo a cada cinco minutos em média.
Há dez anos, um terremoto devastador em Kumamoto matou 275 pessoas e feriu outras 2,7 mil. A região ainda se recuperava daquele desastre.
Nas redes sociais, circulam vídeos que mostram uma enorme nuvem de poeira próxima ao Castelo de Kumamoto, um importante ponto turístico local. A integridade da estrutura ainda não foi oficialmente avaliada.
As autoridades alertam que há possibilidade de um novo grande terremoto nos próximos três dias, devido à baixa profundidade e à magnitude do evento inicial. A população permanece em estado de alerta.
As cidades de Uki e Hikawa foram atingidas com a intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa, indicando danos severos. Equipes de resgate continuam trabalhando nas áreas mais afetadas.
Fonte: G1




















