O Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou que obteve registro de 127 cidadãos brasileiros que morreram ou desapareceram no confronto entre Rússia e Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Desse total, 35 óbitos foram confirmados e 92 pessoas seguem sem paradeiro, conforme notificações encaminhadas por autoridades dos dois países ao Itamaraty.
Os números atuais representam um aumento significativo em comparação a balanços passados. No início de fevereiro, a pasta contabilizava 22 falecidos e 44 desaparecidos. Já em junho, os registros subiram para 33 mortes e 86 sumiços.
Diante da escalada, o Itamaraty voltou a recomendar que brasileiros evitem se alistar em forças armadas estrangeiras. O órgão destacou que a assistência consular a esses indivíduos pode ser bastante restrita devido aos acordos firmados entre os voluntários e os exércitos de outros países. Além disso, não há obrigação do governo brasileiro de arcar com despesas de deslocamento ou repatriação.
A pasta também advertiu sobre riscos legais: brasileiros que ingressam em exércitos estrangeiros podem ser responsabilizados por delitos cometidos durante o combate, inclusive com base no artigo 7º do Código Penal, que prevê a aplicação da lei nacional a crimes praticados por brasileiros no exterior.
Enquanto isso, plataformas oficiais de recrutamento do Exército ucraniano seguem divulgando campanhas voltadas a voluntários internacionais, com materiais traduzidos para o português e depoimentos de brasileiros que atuaram no conflito.
Fonte: Veja



















