Nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) comunicou ter executado ataques contra bases militares dos Estados Unidos situadas no Kuwait e na Jordânia. A ação foi apresentada como resposta direta aos bombardeios realizados por forças americanas em território iraniano, que resultaram na morte de três civis, entre eles uma criança de apenas dois anos de idade. A informação foi veiculada pela rede Al Jazeera, com base em pronunciamentos oficiais e declarações das partes envolvidas no conflito.
De acordo com a IRGC, as ofensivas ocorreram após bombardeios dos EUA contra um edifício na ilha iraniana de Qeshm, onde um casal e seu filho de dois anos morreram. Além desse incidente, explosões atribuídas a ataques americanos também foram registradas na ilha de Kish, na província de Bushehr e em quatro localidades da província de Khuzistão, ampliando significativamente o escopo das operações militares em solo iraniano.
O governo do Kuwait confirmou a morte de um trabalhador durante um ataque iraniano que atingiu um prédio pertencente a uma empresa chinesa no norte do país. Essa confirmação representa a primeira baixa fatal oficialmente registrada fora do Irã nessa nova escalada de hostilidades entre Teerã e Washington.
As autoridades iranianas também relataram a morte de três integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica em um ataque com mísseis conduzido pelos Estados Unidos na província de Zanjan. Esse episódio intensifica os confrontos diretos entre as duas nações, que vêm ampliando suas operações militares em diferentes frentes na região do Oriente Médio.
Paralelamente às hostilidades, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que mantém negociações em andamento com autoridades de Omã, em Teerã, abordando questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. Essa passagem marítima é uma das rotas mais vitais para o transporte global de petróleo e frequentemente se torna um ponto de tensão em momentos de crise no Oriente Médio.
A continuidade do diálogo com Omã ocorre simultaneamente às operações militares, indicando uma tentativa de manter canais diplomáticos abertos enquanto o conflito regional se agrava.
Os militares iraquianos declararam não haver evidências de que os ataques recentes tenham sido lançados a partir do território do Iraque. Essa manifestação surge após operações conjuntas entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita contra grupos alinhados ao Irã em solo iraquiano.
A posição de Bagdá busca evitar que o país seja visto como plataforma para as ofensivas, em um momento em que diversos atores regionais tentam conter a expansão do conflito para novos territórios.
Com ataques recíprocos, baixas civis e militares e negociações diplomáticas em paralelo, a crise entre Irã e Estados Unidos assume novos contornos, elevando a preocupação internacional com a estabilidade do Oriente Médio, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz e à possibilidade de novos desdobramentos militares na região.
Fonte: Brasil 247




















