O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que não tem qualquer relação com as mensagens de texto que circulam alertando sobre um suposto cancelamento de aposentadoria. O órgão afirma que nunca envia comunicados por SMS com links ou orientações que exijam ação imediata do beneficiário.
O golpe começa com uma tentativa de gerar pânico no segurado, mencionando uma pendência cadastral ou uma irregularidade que, se não resolvida em poucas horas, levaria à suspensão do pagamento. Em seguida, o criminoso oferece um suposto canal de regularização, que pode ser um site falso, um número de telefone ou um atendente online.
Nessas páginas ou conversas, a vítima é induzida a fornecer informações sensíveis, como CPF, senha da conta Gov.br, fotos de documentos ou até mesmo realizar reconhecimento facial. Em alguns casos, há ainda a cobrança de uma taxa para liberar o benefício, o que é outra prática ilícita.
Especialistas em segurança digital apontam que o texto do SMS fraudulento costuma apresentar características comuns, como a ameaça de cancelamento imediato, a exigência de resposta em um prazo curto, a utilização de endereços eletrônicos encurtados ou diferentes do domínio oficial e a solicitação de dados pessoais ou de pagamento. Qualquer um desses sinais é um forte indicativo de fraude.
Vale destacar que o INSS pode, em situações específicas, usar mensagens de texto para se comunicar com o cidadão, mas nesses casos o número de origem costuma ser o 280-41. Contudo, isso não autoriza o envio de links, pedidos de senha ou qualquer tipo de cobrança. Todo contato legítimo é feito exclusivamente por canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, o site gov.br e a Central de Atendimento 135.
Caso alguém já tenha caído no golpe e informado sua senha, a orientação é agir com rapidez. O primeiro passo é alterar a senha da conta Gov.br por meio do site oficial e ativar a verificação em duas etapas. Também é recomendável revisar os dispositivos autorizados a acessar a conta, verificar extratos bancários e checar se houve contratação de empréstimos consignados ou alterações cadastrais. Se houver indício de prejuízo financeiro, é imprescindível contatar o banco imediatamente e registrar um boletim de ocorrência para documentar a fraude.
Para verificar a regularidade do benefício, o segurado nunca deve acessar links ou números fornecidos na mensagem suspeita. A checagem deve ser feita de forma independente, preferencialmente pelo aplicativo oficial Meu INSS, que precisa ser baixado apenas das lojas oficiais de aplicativos, ou pelo site, cujo endereço deve terminar em gov.br.
No aplicativo, o usuário pode entrar na área de consulta de benefícios, verificar o extrato de pagamento, acompanhar notificações e exigências pendentes. Também é possível utilizar a Central 135, que funciona de segunda a sábado, ou agendar um atendimento presencial em uma agência do INSS.
É fundamental entender que um SMS falso não possui poder de cancelar um benefício previdenciário. Eventuais revisões, exigências documentais ou decisões administrativas sempre são formalizadas pelos canais oficiais, com direito a notificação adequada e possibilidade de defesa. O segurado não precisa pagar nenhum intermediário para consultar a situação do seu benefício.
Diante de qualquer mensagem suspeita, o ideal é interromper o contato e verificar a informação de forma independente. Jamais compartilhe senhas, códigos recebidos no celular ou fotografias de documentos com desconhecidos. A prevenção é a melhor forma de evitar a invasão da conta Gov.br, o golpe do crédito consignado e outras consequências graves.
Fonte: O Antagonista




















