O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o Partido dos Trabalhadores (PT) retirem do ar ou editem vídeos publicados no YouTube com pedidos explícitos de voto. A decisão foi tomada na segunda-feira (17 de agosto de 2026).
Os vídeos contêm trechos do discurso de Lula durante a convenção estadual do PT, realizada em 1º de agosto, em Salvador. Segundo a determinação, os envolvidos têm 24 horas para cumprir a ordem, que também foi comunicada ao YouTube.
A ação foi movida pelo partido Novo, que acusou os políticos de propaganda eleitoral antecipada. Além dos citados, o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) também foram mencionados na representação por terem sido alvo de pedidos de voto feitos por Lula.
A decisão tem caráter liminar, e Mendonça destacou que ela não antecipa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade pessoal de Jerônimo Rodrigues ou dos candidatos petistas ao Senado.
Na convenção, Lula teria pedido votos para si e para outros candidatos do partido. Em um dos trechos citados pelo Novo, o presidente afirma: “Quando vocês estiverem brigando e pedindo voto para vocês, pelo amor de Deus, depois de falar do Jerônimo, depois de falar do Wagner, dos deputados de vocês, lembrem-se de que tem o Lula lá em São Paulo esperando um voto de vocês para poder virar presidente da República.”
Em seguida, ele acrescenta: “Têm tanta confiança e me elegeram 3 vezes presidente da República. E eu estou pedindo para vocês não se cansarem de votar. Me elejam pela 4ª vez para a gente poder fazer esse país definitivamente dar certo.”
Lula também teria feito referências diretas a Rui Costa e Jaques Wagner, dizendo: “Eu preciso de 2 votos. Nesse galego e nesse companheiro aqui.”
Ao analisar o caso, Mendonça rejeitou o argumento de que os pedidos de voto seriam permitidos por terem ocorrido em atividade partidária. Para o ministro, a lei eleitoral autoriza a realização de convenções e a apresentação de candidaturas nesses eventos, mas proíbe pedidos explícitos de voto, mesmo sem o uso literal dos termos “votar” ou “eleger”.
Caso não seja possível editar apenas os trechos questionados, os vídeos deverão ser removidos integralmente dos canais do YouTube.
Fonte: Poder360



















