O instituto Gerp revelou nesta quarta-feira (9) novos números sobre a corrida presidencial de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 3 e 8 de setembro, ouviu 2.400 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. O registro na Justiça Eleitoral tem o número BR-00251/2026.
No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos postulantes são apresentados ao entrevistado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do ex-presidente Lula (PT), com 37% das intenções de voto contra 34% do petista. A diferença de três pontos, contudo, está dentro da margem de erro, o que configura um empate técnico.
Os demais concorrentes aparecem em patamares menores no mesmo cenário: o escritor Augusto Cury (Avante) soma 6%, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, e Renan Santos (Missão) marca 4%. Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, aparece com 2%, seguido por Zema (Novo), com 1%. Samara (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. O veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não foram citados. A pesquisa registrou ainda 4% de eleitores que disseram não escolher nenhum dos nomes apresentados e 8% que não souberam responder.
O levantamento também testou um cenário espontâneo de primeiro turno, sem a apresentação de nomes. Nessa modalidade, Flávio Bolsonaro alcançou 33%, enquanto Lula ficou com 30%, novamente em empate técnico. Na sequência aparecem Augusto Cury, com 4%, e Renan Santos, com 3%. Caiado soma 2%, e Pablo Marçal não foi citado. Os demais candidatos, incluindo Zema, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta, ficaram com menos de 1%. Um total de 27% dos entrevistados afirmou não saber em quem votar nesse cenário.
Em relação à rejeição, Lula é o nome que mais recebeu menções negativas: 49% dos entrevistados disseram que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 40% de rejeição. Renan Santos é citado por 9%, enquanto Pablo Marçal, Zema e Caiado aparecem com 8% cada. Augusto Cury tem 7%, e os demais citados — como Rui Costa Pimenta, Samara, Edmilson Costa e Clariana Barão — registraram índices entre 5% e 6%.
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Nesse confronto direto, o candidato do PL abriria sete pontos de vantagem: 47% a 40%. Outros 11% disseram que não escolheriam nenhum dos dois, e 3% não souberam ou preferiram não responder.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa julgar os registros das candidaturas até 14 de setembro, podendo homologar ou barrar os concorrentes. Pablo Marçal, por exemplo, está inelegível, mas foi incluído nos cenários testados pelo instituto.
Os números foram apresentados em um momento em que parte do eleitorado ainda demonstra indefinição. Na pesquisa espontânea, mais de um quarto dos entrevistados não soube apontar um nome. Esse dado sugere que a disputa pode sofrer mudanças ao longo da campanha.
A contratação do estudo foi feita pelo próprio Gerp, e a metodologia segue os padrões adotados por institutos de pesquisa em levantamentos eleitorais. O nível de confiança do estudo é de 95,55%.
A divulgação periódica de pesquisas de intenção de voto é uma prática comum no país. Os resultados ajudam partidos e candidatos a avaliar o cenário e ajustar suas estratégias. Os levantamentos também podem influenciar o mercado financeiro e o humor de agentes políticos.
É importante ressaltar que pesquisas eleitorais são uma fotografia do momento em que foram feitas e não uma previsão do resultado final. Fatores como a metodologia de coleta, o tamanho da amostra e a formulação das perguntas podem gerar variações nos números entre diferentes institutos.
Em 2022, algumas pesquisas divulgadas antes da votação mostraram diferenças consideráveis em relação ao que foi registrado nas urnas. Isso reforça a ideia de que esses levantamentos devem ser lidos como uma ferramenta de informação, e não como uma certeza sobre o futuro do pleito.
O leitor deve ficar atento aos detalhes metodológicos que acompanham cada estudo. Informações sobre o número de entrevistas, a margem de erro e o período de coleta são essenciais para uma leitura crítica dos números.
O instituto Gerp é mais um dos centros de pesquisa que divulgam números sobre a eleição presidencial. A Gazeta do Povo tem acompanhado os levantamentos dos principais institutos do país, sempre com a devida contextualização das informações.
Fonte: Gazeta do Povo




















