Uma forte mudança nas condições meteorológicas está prevista para os próximos dias no Centro-Sul do Brasil. A chegada de um ciclone extratropical, somada ao deslocamento de uma frente fria, deve provocar temporais, ventos intensos e queda acentuada nas temperaturas em diversos estados.
De acordo com a plataforma Meteored, o sistema de baixa pressão deve se formar sobre o Rio Grande do Sul na quinta-feira (20). Antes mesmo de sua consolidação, já são esperadas instabilidades no estado gaúcho, com possibilidade de chuva forte e tempestades isoladas.
Enquanto o ciclone não se organiza completamente, o tempo deve permanecer mais estável em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A virada nas condições atmosféricas acontecerá com o avanço da frente fria, que trará mudanças significativas para essas regiões.
Os modelos meteorológicos indicam que a área de baixa pressão se intensificará durante a madrugada de quinta-feira, dando origem ao ciclone extratropical. O sistema estará acoplado a uma frente fria, que se deslocará pelo Centro-Sul do país, provocando alterações no tempo.
Tempestades podem começar a se formar entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul nas primeiras horas do dia, expandindo-se para outras áreas conforme o sistema avança. O Rio Grande do Sul deve ser um dos estados mais afetados, com previsão de chuva volumosa, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados.
A combinação do ciclone com a umidade disponível na atmosfera deve resultar em acumulados expressivos de precipitação. Na região de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, as estimativas apontam para volumes superiores a 50 milímetros somente na quinta-feira.
Considerando o período desde terça-feira (18), os acumulados podem ultrapassar 110 milímetros até sexta-feira (21) em algumas localidades. O sul gaúcho merece atenção especial, pois estações oficiais já registraram mais de 150 milímetros de chuva nas últimas 48 horas, conforme dados divulgados pela Meteored.
Os ventos também serão um ponto de destaque. Na quinta-feira, rajadas acima de 50 km/h podem atingir Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Com o fortalecimento do ciclone, os ventos devem se intensificar ao longo do dia, podendo superar 70 km/h em algumas regiões.
O cenário mais severo é esperado para a madrugada de sexta-feira (21), quando rajadas de até 100 km/h podem ocorrer entre o nordeste do Rio Grande do Sul e o sudeste de Santa Catarina. Essa condição representa risco de destelhamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
No Rio Grande do Sul, os ventos podem variar entre 80 e 100 km/h nas áreas mais atingidas. Em Santa Catarina, as rajadas mais fortes devem se concentrar no leste e no sudeste do estado. Já no Paraná, os ventos podem passar dos 50 km/h nas regiões sob influência do sistema. No Mato Grosso do Sul, a faixa sul deve ser a mais afetada. Para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a previsão é de rajadas entre 50 e 70 km/h na sexta-feira.
Após avançar pelo Sul, a frente fria seguirá em direção ao Sudeste. Na sexta-feira, áreas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também devem registrar instabilidades, com possibilidade de ventos fortes. No entanto, os temporais nessas regiões tendem a ser menos intensos se comparados aos do Sul.
Além da chuva e do vento, a passagem da frente fria provocará uma queda acentuada nas temperaturas. O frio deverá se intensificar no Centro-Sul a partir de sexta-feira e permanecer até o início da próxima semana. Existe previsão de temperaturas negativas nas Serras Gaúcha e Catarinense, com possibilidade de formação de geada.
As autoridades recomendam que a população das áreas afetadas fique atenta aos alertas meteorológicos e tome precauções, como evitar locais abertos durante rajadas de vento intensas e não se abrigar sob árvores ou estruturas frágeis. Também é importante redobrar a atenção com o acúmulo de chuva em áreas urbanas.
A Meteored continuará monitorando a evolução do ciclone e da frente fria, emitindo atualizações sobre o comportamento do tempo nos próximos dias. A tendência é de que o sistema se afaste gradualmente do continente, mas seus efeitos ainda serão sentidos até o início da próxima semana.
Fonte: ND+





















