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ATÉ A PRIMEIRA GREVECorreios entregarão no Brasil compras de lojas do Paraguai via internet

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Os consumidores brasileiros ganharam uma nova alternativa para compras internacionais. A partir de agora, é possível adquirir produtos de varejistas do Paraguai pela internet e recebê-los em qualquer endereço do Brasil, com a entrega feita pelos Correios. A novidade foi anunciada nesta semana pela estatal, que firmou acordos para ampliar sua atuação no comércio eletrônico transfronteiriço.

Atualmente, duas empresas paraguaias já estão habilitadas para o serviço: a Cellshop e a New Zone Importados, ambas localizadas em Ciudad del Este, uma das principais cidades comerciais do país vizinho. De acordo com os Correios, essas varejistas são homologadas no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, o que garante que estão aptas a vender seus produtos para o mercado brasileiro dentro das regras vigentes.

As encomendas serão transportadas por via terrestre, utilizando o serviço Correios Packet, que possibilita a importação de pacotes de até 30 quilos, com rastreamento completo em todas as etapas. Após a chegada ao Centro Internacional dos Correios no Brasil, os pacotes seguem o mesmo fluxo de distribuição das remessas domésticas, o que deve garantir prazos de entrega semelhantes aos praticados para compras nacionais.

A iniciativa representa uma vantagem dupla. Para o consumidor brasileiro, a principal facilidade é a possibilidade de acessar um novo catálogo de produtos — que pode incluir eletrônicos, vestuário e outros itens — sem precisar se deslocar até a fronteira ou recorrer a intermediários. Para os lojistas paraguaios, a parceria amplia o alcance de seus negócios ao mercado brasileiro, reduz custos logísticos e incentiva a formalização das operações, o que também contribui para o aumento da arrecadação de tributos sobre essas transações.

Com essa nova modalidade, os Correios buscam fortalecer sua participação no comércio eletrônico internacional e oferecer uma opção competitiva diante de outros canais de importação, como os marketplaces asiáticos. A estatal não descarta ampliar a lista de lojas participantes no futuro, desde que estejam em conformidade com a legislação brasileira.

Fonte: O GLOBO

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