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POLÍTICAHaddad defende apuração rigorosa contra Lulinha e cita caso Master

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O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (19) que a Polícia Federal deve investigar com independência o inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor Econômico, Haddad defendeu que ninguém, independentemente de cargo ou parentesco, deve estar acima da lei. “Sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. A lei tem que ser respeitada. Se a pessoa errou, não importa partido, religião ou time de futebol, ela deve pagar”, declarou.

A declaração ocorre após mensagens obtidas pela coluna Tácio Lorran, do Metrópoles, indicarem que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Planalto e orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger, que vendia a influência do filho do presidente para empresários interessados em contratos públicos.

Questionado sobre o caso, Haddad disse que nunca viu o presidente Lula proteger alguém. “Pode ser amigo, filho, parente. Nunca vi Lula mexer um dedo para impedir uma investigação. A Polícia Federal e o Ministério Público sempre tiveram liberdade. Cada um responde pelos seus atos, e eu respondo pelos meus”, reforçou.

O ex-ministro também comentou os possíveis efeitos das investigações na campanha eleitoral. Ele citou o caso Master, envolvendo ministros de Bolsonaro e o presidente do Banco Central, e a apuração da Polícia Civil sobre o contrato de wi-fi na Prefeitura de São Paulo. “Toda apuração tem impacto. Mas quem é candidato responde pelos seus atos”, disse Haddad, que afirmou ter 26 anos de vida pública e estar tranquilo para defender suas propostas.

Outro tema abordado foi a prisão do vereador Senival Moura (PT), suspeito de ligação com o PCC e de ser o “dono oculto” da empresa Transunião, na operação Última Parada. Haddad disse conhecer o vereador apenas da época em que foi prefeito, mas que ele deve responder como qualquer cidadão. “Ele tem que responder como qualquer pessoa”, afirmou, comparando o caso ao de Ney Santos, do Republicanos, que apareceu em foto com o governador Tarcísio de Freitas e é alvo de suspeitas semelhantes.

Na sabatina, Haddad também criticou o governador Tarcísio de Freitas por só recentemente ter agradecido ao governo Lula pelos repasses de recursos. “Fui o ministro da Fazenda que mais liberou verbas para o estado e para a capital. Agora Tarcísio começa a agradecer, mas antes escondia isso. Nunca houve tanto apoio para obras estruturais em São Paulo”, destacou.

O candidato reforçou que as autoridades têm liberdade para investigar e denunciar quem não respeita a lei, independentemente de vínculos políticos. “Defendo que qualquer autoridade tenha liberdade de investigar e denunciar eventuais irregularidades”, completou.

Haddad ainda comentou a relação entre os poderes e a importância de dar transparência aos atos públicos, prometendo manter diálogo com todos os setores caso seja eleito. Ele finalizou dizendo que sua campanha será pautada por propostas e pela defesa intransigente da legalidade.

O candidato disse que não vai se omitir diante de suspeitas contra aliados e que a justiça deve ser cega a partidos e posições. “Se alguém errou, que pague. Isso vale para todos, sem exceção”, concluiu Haddad, ressaltando que sua trajetória pública sempre foi guiada pela ética.

Fonte: Metrópoles

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