A agência espacial norte-americana informou que o maior eclipse solar total deste século está confirmado para acontecer em 2 de agosto de 2027. O fenômeno astronômico promete impressionar os observadores com uma fase de totalidade que pode se estender por até 6 minutos e 22 segundos, um recorde para o período de 2001 a 2100.
De acordo com a Nasa, o eclipse atravessará uma faixa de aproximadamente 258 quilômetros de largura, cobrindo regiões da Europa, do norte da África e do Oriente Médio. O ponto onde a escuridão total será mais prolongada está localizado no Egito.
O trajeto do fenômeno começa sobre o oceano Atlântico, passa pelo Estreito de Gibraltar e segue por diversos países até terminar no leste da África. Entre as nações que estarão na zona de totalidade estão Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita e Somália.
O Brasil não terá a oportunidade de observar o eclipse solar total, pois ficará completamente fora da faixa de cobertura da Lua. Apenas regiões localizadas dentro do estreito corredor de totalidade poderão testemunhar o Sol totalmente encoberto.
A longa duração do evento é explicada por uma combinação rara de fatores astronômicos. No dia 2 de agosto de 2027, a Lua estará no perigeu, ou seja, no ponto mais próximo da Terra em sua órbita. Isso faz com que o disco lunar pareça maior no céu, sendo capaz de cobrir completamente o Sol.
Além disso, a Terra estará em uma posição orbital onde o Sol aparenta ter um tamanho ligeiramente menor que o habitual. Essa coincidência entre um satélite maior aparente e um astro-rei menor aparente resulta em uma fase de totalidade excepcionalmente longa, superior à maioria dos eclipses solares registrados.
Um eclipse solar total acontece quando Sol, Lua e Terra se alinham perfeitamente, permitindo que a Lua bloqueie toda a luz solar direta em uma faixa estreita do planeta. Durante esse breve período, é possível observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, normalmente invisível devido ao intenso brilho da estrela.
Esse tipo de eclipse é considerado raro por depender de um alinhamento geométrico preciso entre os três corpos celestes. O último grande evento desse porte ocorreu em abril de 2024, quando foi visível em partes do México, Estados Unidos e Canadá, com duração de aproximadamente quatro minutos.
Especialistas alertam para os riscos de observar o fenômeno sem a proteção adequada. Olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse, pode causar danos irreversíveis à visão. A recomendação oficial é utilizar óculos certificados para observação solar que sigam a norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador com numeração 14.
Telescópios, câmeras e binóculos também precisam estar equipados com filtros solares específicos para evitar lesões oculares. Astrônomos reforçam que óculos escuros comuns, chapas de raio X ou qualquer material improvisado não oferecem proteção suficiente contra a radiação ultravioleta e infravermelha emitida pelo Sol.
Para quem estiver nas regiões onde o eclipse será visível, um céu sem nuvens aumenta consideravelmente as chances de uma boa observação. A Nasa disponibilizará informações detalhadas sobre horários e locais de visibilidade mais próximos da data do evento.
O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 é aguardado com grande expectativa pela comunidade astronômica e por entusiastas em todo o mundo, que já planejam expedições para acompanhar o espetáculo celestial de mais de seis minutos de escuridão.
Fonte: ND+









