SOBE E DESCEPreço do petróleo recua após proposta de cessar-fogo entre EUA e Irã

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Os contratos futuros do petróleo operaram em baixa nesta terça-feira (21), refletindo a reação do mercado a sinais de aproximação diplomática entre Estados Unidos e Irã. Investidores foram cautelosamente otimistas após a divulgação de uma proposta de cessar-fogo de curta duração, mesmo com a continuidade dos confrontos militares na região.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, registrou queda de 0,9%, sendo negociado a US$ 88,44. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal contrato dos Estados Unidos, recuou no mesmo percentual, para US$ 82,50. Os valores indicam que o mercado ainda avalia os riscos geopolíticos, mas aposta em uma possível desaceleração do conflito.

De acordo com informações da agência Reuters, uma fonte do governo iraniano confirmou que Teerã recebeu uma proposta de trégua temporária de dez dias. O plano teria como objetivo preservar os termos do memorando de entendimento assinado em 17 de junho, que previa avanços nas negociações para um acordo mais amplo de encerramento das hostilidades iniciadas no fim de fevereiro.

Analistas do banco ING, ouvidos pela mesma agência, destacaram que o sentimento do mercado é de cautela, mas com esperança de que as partes possam reduzir a escalada do conflito. No entanto, eles alertaram que as divergências entre Washington e Teerã continuam profundas e que o caminho para uma solução pacífica ainda enfrenta grandes entraves.

O banco também lembrou que o presidente americano, Donald Trump, prometeu retaliar após ataques que resultaram na morte de soldados dos EUA. Essa postura pode dificultar as conversas e aumentar a volatilidade dos preços a qualquer momento.

Apesar dos movimentos diplomáticos, os combates não cessaram. Durante a noite, a Guarda Revolucionária Iraniana lançou novos ataques contra alvos militares americanos na região. Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou o início de uma nova série de bombardeios contra posições iranianas.

O mercado também monitora de perto os riscos ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento do petróleo global. Nesta terça-feira, um navio que cruzava o estreito foi atingido por um projétil de origem não identificada. A agência britânica UKMTO informou que a tripulação abandonou a embarcação e se abrigou em um bote salva-vidas.

O volume de tráfego no estreito voltou a cair, à medida que armadores e seguradoras aumentam a cautela diante dos riscos de novos ataques. A via é responsável por cerca de um quinto do petróleo transportado por navios no mundo.

Outro elemento de preocupação veio dos rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã. O grupo anunciou na segunda-feira (20) a intenção de impor um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A medida pode abrir uma nova frente de instabilidade no Oriente Médio e agravar os riscos de interrupção no fornecimento global de energia.

Fonte: G1

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