Uma nova configuração de aeronave, que lembra o formato de uma arraia, tem despertado o interesse de investidores e companhias aéreas. O design, com asas fundidas à fuselagem, promete uma economia significativa de combustível nos voos comerciais, o que poderia refletir em passagens mais baratas para os passageiros.
O modelo Z4, desenvolvido pela empresa californiana JetZero, está programado para realizar seu primeiro teste em escala real em 2027, com a meta de entrar em operação comercial no início da próxima década. A fabricante já garantiu um aporte de US$ 3 bilhões do governo dos Estados Unidos, anunciado em julho, para a construção de uma unidade fabril na Carolina do Norte.
A nova fábrica será fundamental para acelerar a produção do Z4, que representa uma ruptura com o design tradicional de aeronaves, dominante nas últimas décadas. Especialistas comparam a inovação ao impacto do Concorde, que encerrou suas operações em 2003, como um dos maiores saltos tecnológicos no setor.
Com capacidade para cerca de 250 passageiros, o Z4 terá cabine dividida em seis seções e bagageiro individual para cada assento. Em vez das tradicionais janelas, o avião contará com telas de alta definição conectadas a câmeras externas, oferecendo uma visão panorâmica do exterior. A luz natural entrará por claraboias instaladas próximas às primeiras fileiras.
A autonomia prevista é de até 5.000 milhas náuticas, aproximadamente 9.200 quilômetros, suficiente para cobrir rotas como São Paulo-Madri, que tem cerca de 8.400 km. Segundo a JetZero, o formato aerodinâmico do Z4 deve reduzir o consumo de combustível entre 30% e 50% em comparação com modelos como o Boeing 787.
O projeto já conta com o apoio de grandes companhias aéreas. A United Airlines planeja adquirir 200 unidades do Z4, enquanto Delta e Alaska Airlines também expressaram interesse na iniciativa, sinalizando confiança no potencial comercial da nova aeronave.
Fonte: Diário do Brasil Notícias




















