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MERCADO FINANCEIRODólar sobe e Bolsa avança após dados de inflação no Brasil e nos EUA

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Na manhã desta quarta-feira, o mercado financeiro brasileiro apresentou movimentos mistos, influenciado pelos números de inflação divulgados tanto no cenário doméstico quanto no internacional. O dólar comercial, que começou o dia estável, ganhou força por volta das 10h45, registrando alta de 0,40% e sendo negociado a R$ 5,16. Essa variação contrasta com o desempenho da véspera, quando a moeda americana fechou em queda de 0,25%, cotada a R$ 5,13.

O Ibovespa, principal índice da B3, teve início de pregão bastante positivo, com valorização de 0,90% às 10h30, atingindo 176,1 mil pontos. No entanto, o ritmo de alta perdeu fôlego minutos depois, caindo para 0,50% por volta das 10h40, com o índice operando aos 175,5 mil pontos. Apesar da oscilação, o mercado acionário voltou a mostrar força e, às 10h50, a alta já era de 0,80%.

Os movimentos foram diretamente influenciados pela publicação de indicadores inflacionários nos Estados Unidos e no Brasil. Enquanto os dados americanos vieram em linha com as expectativas, mas com a leitura anual acima do previsto, os números brasileiros surpreenderam positivamente, com uma queda maior do que a esperada na prévia da inflação oficial.

Nos Estados Unidos, o índice PCE (Personal Consumption Expenditures), que é a métrica preferida do Federal Reserve, subiu 0,2% em julho, em consonância com as projeções do mercado. Na comparação com os últimos 12 meses, o índice acelerou para 3,7%, ficando acima dos 3,6% esperados. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, também avançou 0,2% no mês, mas a taxa anual de 3,3% superou a previsão de 3,2%.

Vitor Kayo, economista da Nomad, avalia que o resultado do PCE não deve alterar a percepção dos investidores sobre a política monetária americana. Segundo ele, o número mostra que a inflação ainda está acima da meta de 2% do Fed, mas como não houve surpresa, o mercado mantém a expectativa de estabilidade dos juros, com possível aumento apenas em outubro ou dezembro.

No Brasil, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, apresentou deflação de 0,40% em agosto, um recuo mais intenso do que os 0,30% projetados pelos analistas. Essa surpresa negativa no índice é encarada como um fator que reforça as expectativas de cortes na taxa Selic na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Os agentes econômicos acreditam que a desaceleração dos preços dá mais margem para o Banco Central flexibilizar a política monetária.

A combinação desses elementos trouxe um ambiente de maior otimismo para a renda variável, embora o câmbio tenha reagido de forma oposta, com o dólar encontrando suporte nos dados americanos que indicam inflação persistente. A sessão segue com atenção redobrada para os próximos indicadores e para as decisões dos bancos centrais.

Fonte: Metrópoles

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