Num dia de ajustes nos mercados domésticos e com o barril de petróleo em alta devido às tensões no Oriente Médio, o dólar comercial encerrou as negociações em queda, alcançando sua menor cotação em cerca de 30 dias. Simultaneamente, a principal bolsa de valores do país renovou seu maior patamar desde meados do ano.
Os números finais do pregão desta terça-feira mostram que a moeda americana foi vendida a R$ 5,089, uma desvalorização de 0,79% frente ao fechamento anterior. Essa é a cotação mais baixa para o encerramento desde o dia 7 de agosto, quando o dólar havia terminado em R$ 5,084.
Durante o período de negociação, houve oscilações típicas, com o valor máximo chegando a R$ 5,1289 e o mínimo sendo registrado em R$ 5,0713. Esse movimento ocorreu em meio à avaliação dos investidores sobre o cenário local e o apetite por ativos de risco nos mercados emergentes.
Com a queda de hoje, a moeda norte-americana passa a acumular um recuo de 7,28% neste ano. Especificamente em setembro, que ainda está em seus primeiros dias, a desvalorização acumulada é de 1,82%, revertendo parcialmente o avanço de 2,16% observado no mês de agosto.
No segmento acionário, o Ibovespa registrou alta de 1,20%, atingindo 187.366,84 pontos. Esse foi o maior patamar de fechamento desde o início de maio. O índice chegou a tocar os 189.487,70 pontos na máxima do dia, enquanto a mínima ficou em 185.207,66 pontos. O volume total de negócios na B3 somou R$ 29,76 bilhões.
As ações da Petrobras, que têm o maior peso no Ibovespa, foram destaque positivo, impulsionadas pela valorização do petróleo no exterior. As ações preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto as ordinárias registraram ganho de 2,36%.
Dados da bolsa indicam que os investidores estrangeiros seguem aportando recursos no mercado acionário brasileiro. Apenas nos três primeiros pregões de setembro, o saldo de capital externo foi positivo em R$ 3,9 bilhões, sinalizando otimismo com os ativos locais.
No mercado internacional de commodities, os preços do petróleo avançaram com nova escalada das tensões no Oriente Médio. Os ataques a instalações de energia na Arábia Saudita elevaram as preocupações sobre o fornecimento global da commodity.
O barril do tipo Brent, usado como referência na Europa, subiu 0,9% e encerrou a US$ 97,92. Já o WTI, referência americana, avançou 1,7%, fechando em US$ 93,03. Os patamares são os mais altos desde respectivamente 23 de julho e junho.
Os confrontos atingiram cidades do sul da Arábia Saudita, inclusive estruturas ligadas ao setor energético. A situação aumenta o temor de interrupções no transporte de petróleo, especialmente no estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do abastecimento mundial. Apesar do avanço, os preços reduziram os ganhos no fim do dia, ainda com receios de impacto da escalada.
Fonte: Brasil 247





















