O proprietário da rede varejista Havan, Luciano Hang, veio a público nesta quinta-feira, 17, para comentar a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). O órgão acusa o empresário e a empresa de praticarem assédio eleitoral contra funcionários.
Assédio eleitoral é caracterizado quando alguém em posição de autoridade, como chefes ou empregadores, pressiona, ameaça ou manipula a liberdade de voto de um trabalhador.
A ação, apresentada na Justiça do Trabalho em Goiânia, baseia-se em declarações feitas por Hang durante a inauguração de uma loja em Caldas Novas (GO), em agosto deste ano. O MPT-GO requer que o empresário pague R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além de indenização individual de no mínimo 20 vezes o último salário de cada empregado supostamente afetado.
O Ministério Público também solicita que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas, assegure que os funcionários possam votar nos dias de eleição e estabeleça regras permanentes de neutralidade política nas unidades da Havan. O empresário nega qualquer irregularidade.
Em nota divulgada nas redes sociais, Hang afirmou: “A Justiça não pode ser parcial e prejudicar quem gera empregos no país. Tenho direito de dar a minha opinião. Foi exatamente o que fiz durante a inauguração em Caldas Novas (GO)”.
O empresário explicou que, em seu discurso, abordava a liberdade de trabalhar e a importância do emprego para a felicidade e realização pessoal. “Nesse contexto, expressei minha opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no país”, declarou, referindo-se ao projeto que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, apoiado pelo governo federal.
Hang enfatizou que não mencionou candidatos, partidos, não pediu votos e nem indicou em quem as pessoas deveriam votar. “Apenas falei o que penso”, acrescentou.
O dono da Havan revelou que, desde 2018, quando começou a se manifestar publicamente sobre política, tem enfrentado situações semelhantes. “Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil passa a ser perseguido”, desabafou.
Ele concluiu reafirmando seu direito à liberdade de expressão e criticou a transformação de opiniões em assédio eleitoral. “Respeito o Ministério Público do Trabalho e respeito a Justiça. Mas também precisam respeitar quem gera emprego, investe no país e acredita no Brasil”, disse. E questionou: “Afinal, vivemos em uma democracia ou ela só vale quando concordamos com o que é dito?”.
Fonte: Revista Oeste



















