MERCADODólar cai a R$ 5,05 e Ibovespa sobe 2,44% com Vale e WEG

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O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira (22/7) em queda, cotado a R$ 5,051, registrando o menor patamar da semana. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), avançou 2,44%, fechando aos 177,5 mil pontos, em um dos melhores desempenhos das últimas semanas.

O mercado acionário brasileiro experimentou um forte movimento de compra, puxado principalmente pelos papéis da Vale e da WEG. Ambas as empresas divulgaram resultados e indicadores operacionais que superaram as expectativas do mercado, gerando um efeito positivo que se espalhou por grande parte do índice.

Enquanto isso, o dólar perdeu força diante da valorização das commodities e da melhora no humor dos investidores, mesmo em meio às incertezas geradas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas fortes, recuou 0,08%, aos 101,12 pontos. Para Marcos Bassani, especialista em investimentos da Boa Brasil Capital, o movimento cambial reflete a absorção gradual das tarifas americanas anunciadas recentemente.

“O dólar flutuou entre altas e baixas, acredito que seja por causa do início do tarifaço imposto pelo governo americano e os investidores digerindo melhor a situação”, afirmou Bassani. Ele destacou ainda que a alta do petróleo e o diferencial de juros continuam beneficiando o real.

Na Bolsa, o grande destaque foi a Vale. As ações da mineradora subiram 3,96% após a divulgação, na véspera, de um relatório de produção e vendas do segundo trimestre com números muito acima do esperado pelos analistas.

“O principal gatilho foi a Vale, que divulgou ontem à noite um relatório de produção e vendas do segundo trimestre muito acima do esperado. Isso fez a ação disparar aproximadamente 3%, logo na abertura”, afirmou Bassani.

A WEG também foi protagonista, abrindo a temporada de balanços da Bolsa brasileira com um salto de 10,05% em suas ações, após apresentar resultados que surpreenderam positivamente o mercado.

O movimento positivo se propagou por diversos setores. A Petrobras subiu 2,39%, o Bradesco teve alta de 2,29%, a Ambev ganhou 2,09% e a Braskem registrou valorização de 4,49%. Com raras exceções, o pregão foi amplamente favorável, sem quedas relevantes entre os papéis mais pesados do Ibovespa.

No mercado de petróleo, os preços voltaram a subir fortemente. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 3,36%, para US$ 94,07. O WTI subiu 2,95%, cotado a US$ 86,83 por barril. A alta é alimentada por preocupações com a oferta global em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que tem impulsionado empresas do setor de óleo e gás.

Nos Estados Unidos, os índices acionários fecharam sem direção clara. O S&P 500 caiu 0,14%, o Dow Jones recuou 0,01% e o Nasdaq 100 perdeu 0,54%. Os investidores mantiveram cautela à espera dos resultados de Alphabet e Tesla, duas gigantes de tecnologia.

“Vejo que os investidores estão bastante atentos às divulgações dos balanços da Alphabet e da Tesla. Estão ansiosos para ver se o investimento bilionário em inteligência artificial teve, de fato, retorno”, analisou Bassani. O especialista avalia que, apesar do forte desempenho da Bolsa brasileira, o cenário ainda exige cautela, podendo mudar com os balanços das big techs e com a proximidade das eleições de 2026, que já começam a influenciar o prêmio de risco doméstico.

Fonte: Metrópoles

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