O governo dos Estados Unidos reagiu de forma contundente ao anúncio do presidente nicaraguense Daniel Ortega de que não haverá mais eleições no país. Em pronunciamento, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a medida é uma prova do medo e da covardia do regime de Ortega.
Rubio declarou que Washington e a comunidade internacional não ficarão inertes diante do aumento da repressão na Nicarágua. Ele acusou o governo de Ortega e de sua esposa, Rosario Murillo, de aprofundar a perseguição política e gerar instabilidade na região.
No poder desde 2007, Ortega anunciou que não permitirá que partidos de oposição voltem a disputar o governo. A última eleição no país ocorreu em 2021, em um processo marcado pela prisão dos principais adversários do regime.
No ano passado, o mandato de Ortega foi estendido para seis anos após reformas constitucionais que também colocaram sua esposa como copresidente. As mudanças na Carta Magna foram vistas como mais um passo no endurecimento do regime.
Daniel Ortega chegou ao poder pela primeira vez após a Revolução Sandinista, movimento socialista que derrubou a ditadura da família Somoza. Ele foi coordenador de uma Junta de Governo de Reconstrução Nacional e, em 1984, foi eleito presidente.
Ortega perdeu a reeleição em 1995 para Violeta Chamorro, mas retornou ao poder em 2007 e desde então não deixou o cargo. Analistas apontam que o regime sandinista subverteu gradualmente a democracia, acabando com liberdades enquanto prometia defendê-las.
O caso da Nicarágua é visto como um alerta para nações livres, mostrando como a democracia pode ser erodida por dentro, sem uso de armas, mas por meio de votos e discursos populistas. A Brasil Paralelo abordou o tema no documentário ‘Nicarágua: Liberdade Exilada’, disponível gratuitamente no canal da BP.
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Fonte: Brasil Paralelo Notícias














