Um lobo-marinho que havia sido resgatado com ferimentos na Praia do Tabuleiro, localizada em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina, veio a óbito. Exames posteriores confirmaram que o animal estava contaminado pelo vírus da cinomose canina (CDV).
O primeiro avistamento do animal ocorreu em 26 de agosto. Naquele momento, ele se mostrava agressivo e não havia necessidade de intervenção imediata. A área onde descansava foi isolada e passou a ser monitorada.
Contudo, no dia seguinte, o lobo-marinho foi encontrado novamente, desta vez com ferimentos. De acordo com informações repassadas à equipe, ele teria sido atacado por cães durante a noite. Foram constatadas lacerações profundas nas nadadeiras traseiras e na cauda, além de outras alterações clínicas.
Diante disso, o animal foi levado à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha. Durante o atendimento, recebeu medicação, teve os ferimentos limpos e foi submetido a curativos, mas não resistiu e faleceu em 30 de agosto.
Na necropsia, os patologistas identificaram pneumonia difusa, gastrite e cistite, somadas às lesões decorrentes do ataque. Exames biomoleculares confirmaram a presença do vírus CDV.
A Univali emitiu um alerta destacando que a cinomose pode atingir tanto animais silvestres quanto mamíferos marinhos. A instituição ressaltou que a doença não é uma zoonose, ou seja, não é transmitida aos seres humanos.
Segundo a equipe, a presença de animais domésticos soltos pode acarretar problemas de saúde pública e modificar o comportamento de espécies silvestres que utilizam as praias para descanso, alimentação ou reprodução.
A orientação para quem encontrar um lobo-marinho é manter distância, afastar animais domésticos e evitar tocar, alimentar ou tentar devolver o animal ao mar. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) pode ser acionado pelo telefone 0800 642 3341.
O caso reforça a importância da conscientização sobre a interação entre animais domésticos e a fauna marinha, especialmente em áreas costeiras frequentadas por espécies vulneráveis.
Fonte: ND+



















